Da argila ao forno
Cada encomenda percorre a mesma estrada milenar: argila crua, uma roda de oleiro, um pincel na mão, vidrado e dias de fogo de lenha. Desça a página — desenhámos a viagem para si.
Amassar a argila
A pedra de porcelana de Jingdezhen é amassada à mão até sair a última bolha de ar — o começo silencioso e musculado de cada peça. Uma má amassadura significa uma peça rachada dias depois; não há atalhos, só paciência.
Tornear
Na roda, a argila ergue-se entre palmas húmidas até se tornar taça, prato ou jarra — a forma em cru a que chamamos pi (坯). É aparada em dureza de couro e chacotada uma vez, pronta para receber o pincel.
Pintar a sua imagem
É aqui que a sua foto entra na história. A partir da sua imagem, pintamos diretamente sobre o corpo cru com óxido de cobalto — o clássico azul e branco qinghua — ou com esmaltes coloridos. Um pincel, uma mão, sem decalques, sem impressão. Um gato a dormir, um retrato de casamento, a casa de família: se consegue fotografá-lo, conseguimos pintá-lo.
Vidrar
A peça pintada mergulha num banho de vidrado transparente. A pintura de cobalto desaparece sob uma pele de giz — um ato de fé. Só o fogo trará o azul de volta, mais fundo e mais vivo do que entrou.
A cozedura no forno a lenha
As peças empilham-se no forno escalonado e o fogo é alimentado com pinho, hora após hora, até passar dos 1 300 °C. A lenha é o caminho antigo e duro — chama e cinza varrem a câmara e dão a cada vidrado uma profundidade que nenhum forno elétrico imita. Dias de calor; mais dias para arrefecer.
Abrir o forno
A porta do forno é desmontada e a peça sai transformada: o vidrado de giz agora é vidro, o cobalto cinzento agora é azul luminoso, a sua imagem fixada na porcelana para os próximos séculos. Fotografamo-la, embalamo-la e enviamo-la para sua casa — em qualquer parte do mundo.
A sua história merece o mesmo caminho.
Envie-nos uma imagem — um animal, uma pessoa, um lugar — e ela viajará da argila ao fogo de lenha nas mãos dos nossos pintores.
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