千 年 瓷 史

Mil anos de porcelana

Seis épocas, um só material. Percorra a história a que pertence cada encomenda XOidea — das primeiras louças brancas à peça que pintaremos para si.

Tang · 618–907

Nasce a porcelana

Nos fornos do império Tang, os oleiros levam finalmente a argila branca e o fogo alto longe o suficiente para criar porcelana verdadeira — fina, dura, a soar como um sino. As louças brancas dos fornos Xing e os celadons verdes dos fornos Yue viajam pela Rota da Seda e espantam o mundo.

Song · 960–1279

As obras-primas silenciosas

A corte Song preza a contenção: os Cinco Grandes Fornos — Ru, Guan, Ge, Ding, Jun — deixam o vidrado ser a única decoração: o branco-marfim de Ding, o craquelê como gelo de primavera e o famoso salpico púrpura de Jun, vertido pelo forno e nunca duas vezes igual. Mil anos depois, os ceramistas ainda perseguem estes vidrados.

Yuan · 1271–1368

Nasce o azul e branco

O cobalto persa chega a Jingdezhen pelas rotas mongóis, e os pintores pousam pela primeira vez o pincel na porcelana branca num azul brilhante. Nasce o qinghua — o azul e branco — e a porcelana torna-se arte pintada. A garrafa abaixo é dessa primeiríssima geração.

Ming · 1368–1644

Os fornos imperiais

Jingdezhen torna-se a capital mundial da porcelana. Os dragões de Xuande enroscam-se para o imperador, os fundos amarelos servem o palácio e, na era Wanli, navios inteiros zarpam para o Japão e a Europa. Quatro das nossas seis obras-primas vêm desta idade de ouro.

Qing · 1644–1912

Cor sem limites

Sob os imperadores Kangxi, Yongzheng e Qianlong a técnica atinge o cume: os esmaltes wucai e família rosa estendem pinturas completas sobre o vidrado — carpas nas algas, pêssegos, figuras, jardins inteiros em cor mineral. Nada mais difícil de fazer saiu alguma vez de um forno.

Hoje

O ofício volta a casa

Os fornos imperiais são hoje museus, mas nos ateliers de Jingdezhen a roda ainda gira e os fornos a lenha ainda respiram fogo. Na XOidea pintamos à moda antiga — cobalto e esmalte, pincel na mão — mas o motivo já não é o dragão do imperador. É a sua foto.

O próximo capítulo é seu.

Mil anos de técnica, uma foto sua. Pintamo-la em cobalto ou esmalte e cozemo-la em chama de lenha — o mesmo caminho de tudo o que está acima.

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